Três Meninas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Como poderia eu não falar delas?
Elas são a minha maior alegria, e o que me dá força e motivação todos os dias para continuar a aturar a vida no ISEL e um dia, se tudo correr bem, vir a dar-lhes uma vida melhor.
Falo claro das minhas três gatinhas: Lili, Zuka e Zita.


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Lili


Nasceu a 9 de Agosto de 1993, é arraçada de Bosques da Noruega e é a minha melhor amiga. Esta gatinha tem uma inteligência admirável e uma boa quantidade de personalidade. Viveu 12 anos só connosco e habituou-se assim, por isso quando vieram viver para cá as outras duas meninas ela nunca simpatizou com elas. Tolera-as, e é tudo. Gosta de mousse de chocolate e pão com manteiga, e sabe dar beijinhos! Se chegarmos a nossa cara ao pé da dela e dissermos "dá beijinho" ela lambe-nos. Mas só o faz quando pedimos! Não dá só porque encostamos a cara, é mesmo porque conhece a palavra "beijinho". É uma fofa. Dormir com ela é como dormir com um peluche... Um peluche que entra e sai da cama carradas de vezes durante a noite porque quer ir comer ou à casa de banho, e que depois para voltar a entrar nos dá turras, dentadinhas no cabelo, faz ronrom e mia se tiver de nos acordar. Sempre teve aquilo que quis e faz-se entender muito bem para o conseguir, quer seja um tipo específico de comida, água, ou até mesmo uma cadeira ao pé da janela para apanhar sol.

Zuka

É a menina do meio. Adoptámo-la através do SOS Bicharada, do Barreiro, e desde logo ela se tornou mais um membro da família. Nasceu a 20 de Abril de 2005 e é a gatinha mais meiga que eu alguma vez vi. Não magoa ninguém, e não nos morde nem arranha por muito que estejamos a chateá-la. No máximo, ela ameaça que nos morde, encostando os dentinhos ao nosso nariz, mas sem abocanhar, e refila muito. Não gosta de barulho! Se se fala um pouco mais alto ela salta-nos logo em cima a miar e a agarrar-se ao nosso braço a dar-nos dentadinhas de amor. É de uma elegância extrema, no entanto não tem uma forma orgulhosa de andar, com a cauda a ondular no ar como tantos gatos. Ela caminha com a cauda para baixo, descontraidamente, e quando salta para cima de alguma coisa parece que tem molas nas pernas. Não faz um estrondo a cair numa mesa quando salta para cima dela, como um gato normal. Daí que eu diga que ela é elegante. Adora carne crua! Quando se faz bife cá em casa, antes de ser temperado, cerca de um terço é para ela. Gosta de fiambre, frango e comida húmida para gato, embora esta última só lhe seja disponibilizada a título de petisco, uma vez por semana, ou até menos. Dorme comigo ou com o meu pai e é a companheira de brincadeiras da Zita.

Zita


É a bebé. Também foi adoptada através do SOS Bicharada, e nasceu a 20 de Maio de 2008. É UMA PESTE. Se a Zuka é a gatinha mais meiga que já vi, esta é sem dúvida a mais endiabrada. As asneiras dela incluem trepar cortinas, tirar terra das plantas, partir vasos, desligar fios de antena, estragar arranjos de flores artificiais para brincar com os raminhos que hoje existem nos cantos mais recônditos da casa, arranhar os sofás, puxar os fios da carpete da sala com os dentes, roubar todo e qualquer objecto de dimensões diminutas e escondê-lo para que nunca mais o vejamos, entre outras que tais. Se tivesse que enumerar aqui tudo o que ela já fez desde que cá está, não faria outra coisa durante as próximas semanas. É uma gatinha com um mau feitio extremo, não gosta de colo nem de mimos, e se lhe tocamos na barriga ou num pé sem que ela queira, vira-se a nós com unhas e dentes. Só é meiga quando está no cio. Aí ao menos podemos mexer-lhe à vontade, que ela agradece! Eu cá acho que ela tem é mimos a mais, e prova disso é que ela ainda é muito infantil. Por exemplo, ainda mama. Não na mãe, mas nos pêlos do rebordo de uma mantinha para gatos da Gourmet que temos cá em casa. Aqueles pêlos mais parecem um reservatório de baba felina, e ela pode passar cerca de meia hora todos os dias no colo da minha mãe a mamar na mantinha, a fazer ronrom e a afofar com as mãozinhas como se quisesse de facto que dali saísse leite.


Aqui em casa os animais de estimação são família chegada e têm autorização para andar por todo o lado, conforme lhes apetece. Todas as casas deviam ter um animal de estimação, pois eles são excelentes companheiros e está provado que ajudam bastante a aliviar a tensão arterial dos seus donos. Na sociedade stressante em que vivemos, acho que bem precisamos de toda ajuda que conseguirmos encontrar para aliviar a tensão. Não abandonem os vossos animais, tratem-nos bem e, mais importante que tudo, antes de adoptarem um animal de estimação, pensem bem se é isso que querem fazer e se têm condições para lhe fornecer uma boa qualidade de vida e muita atenção. Se querem adoptar um animal de estimação porque os miúdos querem e estão sempre a pedir, não o façam deliberadamente nem confiem nas crianças para tomar conta dele, porque isso quase de certeza que vai deixar o animal negligenciado. Se porventura não podem continuar a tomar conta de um animal, não o abandonem e evitem deixá-lo num canil, porque o mais certo é o pobre coitado acabar morto, ou porque não sobreviveu na rua ou porque o canil não tem espaço. Procurem alguém que conheçam que queira acolher o animal, ponham anúncios nos jornais ou, se tudo isso falhar, entreguem-no a uma associação, porque elas são normalmente compostas por pessoas dedicadas que se esforçam ao máximo por realojar esses animais. Um animal que está habituado desde pequenino a viver numa casa dificilmente se adaptará na rua, por isso, por favor, não abandonem os vossos animais!

1 comentários:

  1. Quistis disse...:

    São todas muito lindas.mas a Lili tem um olhar fantástico :)