A pedido de muitas famílias (obrigada Sorcha, pelo interesse), vim cá dar notícias.
Sim, duas semanas mais tarde o pombo ainda cá está, vivinho da silva.
Tem dado um trabalhão, e já desisti de lhe meter comida e água na gaiola porque ele entorna tudo e era um desperdício, portanto tenho-o alimentado à mão regularmente. Ele ainda não põe peso nas pernas, acho que pelo menos uma deve estar partida, infelizmente, mas as asas funcionam muito bem e ele parece estar sempre a treinar.
E eu não fazia ideia que a merda de pombo cheirava tão mal!!! Há que mudar o jornal todos os dias senão fica tudo impestado.
Mas pronto, só vim cá dizer que o pombo está bem, está cada vez mais forte e já quer fugir daqui, embora não se aguente nas pernas.
Pigeons Are People Too!
Publicada por
Lilith
à(s)
11:17
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pois é, ninguém se lembra deles, mas os pombos também são gente.
Sim, sei que têm muitas doenças, muitas pessoas referem-se a eles como "ratos com asas" ... mas o que há de tão errado com os ratos também? Não têm direito à vida? Se os pombos e os ratos carregam doenças é por nossa culpa, que lhes roubámos o habitat e criámos poluição onde quer que pusémos os nossos rosados pézinhos.
Gosto de ratos, e gosto de pombos. Sempre gostei de dar pão/milho aos pombos. E no Domingo fiz algo que sempre quis fazer.
Quando estava a chegar a casa, à garagem, para arrumar o carro, reparei num pombo no chão, que não conseguia sair dali. Aproximei-me e ele não fugiu, não conseguia andar, tentava apenas arrastar-se com as asas. Por muito que simpatize com eles, não costumo fazer grande coisa com pombos feridos... geralmente não há muito a fazer quando não se tem posses para os levar ao veterinário. Mas, não sei porquê, desta vez não consegui ficar indiferente.
Arrumei o carro na garagem, subi até casa, agarrei numa toalha velha e fui buscar o pombo.
Ainda estava no mesmo sítio, logicamente, e consegui enrolá-lo na toalha. As asas pareciam estar em funcionamento, ele bem que as agitou, mas não conseguiu levantar voo. Ou tem algum osso partido no tronco ou o problema é mesmo nas patas.
Tenho uma transportadora de plástico grande, das minhas filhotas, portanto forrei-a com papel de jornal e meti lá o pombo com umas migalhas de pão, uma lasca de maçã e uma caixa com água. A primeira coisa que ele fez quando chegou cá a casa foi beber, estava mesmo com muita sede. Não quis nada com a comida.
No dia seguinte, vendo que a comida estava intocada, resolvi dar-lhe arroz cru (ideia da minha mãe). Só hoje, quarta-feira, é que o vi comer o arroz. Ou seja, não pensei que passasse da primeira noite, mas passadas 3 noites ele ainda cá está.
Mudo-lhe a cama todos os dias, e todos os dias ponho água fresca e comida. Ele parece estar a ficar mais forte. Espero que se recomponha, para o poder libertar.
Não é bom ajudar? Mesmo que ele tivesse morrido na primeira noite, ao menos sei que teria tido uma morte mais confortável aqui do que na rua, à mercê dos outros animais e dos elementos (e quando digo "outros animais" incluo humanos com baixos níveis de humanidade). Essa ideia ainda se mantém, porque não sei se ele terá algo de muito grave. Mas pelo menos come, bebe, e sei que funciona muitíssimo bem dos intestinos! Parece estar no caminho da recuperação.
E sim, não se preocupem, tenho tido cuidado! As gatas não lhe chegam, porque ele está fechado na transportadora, e por isso não lhe fazem mal nem correm grande risco de apanharem uma doença. E eu uso sempre luvas descartáveis de latex quando lhe mexo, e mesmo apesar das luvas lavo as mãos com sabão logo a seguir. Não gosto que lhes chamem "ratos com asas" mas isso não quer dizer que não aceite o facto de carregarem imensas doenças, pobrezinhos.
Sim, sei que têm muitas doenças, muitas pessoas referem-se a eles como "ratos com asas" ... mas o que há de tão errado com os ratos também? Não têm direito à vida? Se os pombos e os ratos carregam doenças é por nossa culpa, que lhes roubámos o habitat e criámos poluição onde quer que pusémos os nossos rosados pézinhos.
Gosto de ratos, e gosto de pombos. Sempre gostei de dar pão/milho aos pombos. E no Domingo fiz algo que sempre quis fazer.
Quando estava a chegar a casa, à garagem, para arrumar o carro, reparei num pombo no chão, que não conseguia sair dali. Aproximei-me e ele não fugiu, não conseguia andar, tentava apenas arrastar-se com as asas. Por muito que simpatize com eles, não costumo fazer grande coisa com pombos feridos... geralmente não há muito a fazer quando não se tem posses para os levar ao veterinário. Mas, não sei porquê, desta vez não consegui ficar indiferente.
Arrumei o carro na garagem, subi até casa, agarrei numa toalha velha e fui buscar o pombo.
Ainda estava no mesmo sítio, logicamente, e consegui enrolá-lo na toalha. As asas pareciam estar em funcionamento, ele bem que as agitou, mas não conseguiu levantar voo. Ou tem algum osso partido no tronco ou o problema é mesmo nas patas.
Tenho uma transportadora de plástico grande, das minhas filhotas, portanto forrei-a com papel de jornal e meti lá o pombo com umas migalhas de pão, uma lasca de maçã e uma caixa com água. A primeira coisa que ele fez quando chegou cá a casa foi beber, estava mesmo com muita sede. Não quis nada com a comida.
No dia seguinte, vendo que a comida estava intocada, resolvi dar-lhe arroz cru (ideia da minha mãe). Só hoje, quarta-feira, é que o vi comer o arroz. Ou seja, não pensei que passasse da primeira noite, mas passadas 3 noites ele ainda cá está.
Mudo-lhe a cama todos os dias, e todos os dias ponho água fresca e comida. Ele parece estar a ficar mais forte. Espero que se recomponha, para o poder libertar.
Não é bom ajudar? Mesmo que ele tivesse morrido na primeira noite, ao menos sei que teria tido uma morte mais confortável aqui do que na rua, à mercê dos outros animais e dos elementos (e quando digo "outros animais" incluo humanos com baixos níveis de humanidade). Essa ideia ainda se mantém, porque não sei se ele terá algo de muito grave. Mas pelo menos come, bebe, e sei que funciona muitíssimo bem dos intestinos! Parece estar no caminho da recuperação.
E sim, não se preocupem, tenho tido cuidado! As gatas não lhe chegam, porque ele está fechado na transportadora, e por isso não lhe fazem mal nem correm grande risco de apanharem uma doença. E eu uso sempre luvas descartáveis de latex quando lhe mexo, e mesmo apesar das luvas lavo as mãos com sabão logo a seguir. Não gosto que lhes chamem "ratos com asas" mas isso não quer dizer que não aceite o facto de carregarem imensas doenças, pobrezinhos.
O Verão e os seus horrores
Publicada por
Lilith
à(s)
14:15
domingo, 4 de julho de 2010
Muita gente acha que eu brinco quando digo que detesto o Verão.
Pois bem, falo a sério!! Detesto, odeio, NÃO SUPORTO o Verão! Quem me dera ter as férias grandes no Outono ou no Inverno, quando se pode de facto sair de casa, apesar do frio que se faz sentir.
Porque, quanto ao frio, podemos sempre fazer alguma coisa. Podemos agasalhar-nos melhor, podemos beber uma coisa quentinha que nos aconchega logo a partir do interior, podemos abraçar-nos a alguém (esse alguém pode ser um gatinho, porque eles são sempre quentinhos!), podemos enfiar-nos debaixo de um edredão a ver um filme, se quisermos sair de casa qualquer actividade física nos faz aquecer.
O que podemos fazer quanto ao calor? Muita gente vai à praia. Então e quem não vai? Quem não vai ou porque não pode ou porque simplesmente não gosta? O que é que pode fazer? Ficar em casa estendida no chão frio com uma ventoinha sempre a trabalhar apontada à cara (porque o ar condicionado gasta imensa electricidade).
Não gosto do Verão porque não me dou bem com o calor. A minha sorte é que não me importo de ficar em casa, porque se eu fosse daquelas pessoas que entram em paranóia se não saírem de casa nem que seja uma horinha num dia, estava bem lixada! Posso passar semanas sem pôr um pé na rua, não me incomodo.

A casa tem de estar toda fechada, os estores corridos para não deixar passar o calor, e cá estamos nós, no meio da escuridão na tentativa vã de nos mantermos um pouco mais frescos. O Inverno passa-se muito melhor, porque é mais fácil lidar com o frio. No Verão, se saímos de casa só nos resta derreter aos poucos, porque mesmo que saíssemos de casa nus "como no dia do nosso nome" (quem leu GRRM percebe esta!) não conseguiríamos fintar o calor. Para mim ainda há outra desvantagem enorme - as minhas gatinhas não querem nada comigo! Pobres bichanas, só querem ficar estendidas no chão todas separadas umas das outras e de nós!
Por isso sim, admito-o sem medo, ODEIO O VERÃO.
Porque, quanto ao frio, podemos sempre fazer alguma coisa. Podemos agasalhar-nos melhor, podemos beber uma coisa quentinha que nos aconchega logo a partir do interior, podemos abraçar-nos a alguém (esse alguém pode ser um gatinho, porque eles são sempre quentinhos!), podemos enfiar-nos debaixo de um edredão a ver um filme, se quisermos sair de casa qualquer actividade física nos faz aquecer.
O que podemos fazer quanto ao calor? Muita gente vai à praia. Então e quem não vai? Quem não vai ou porque não pode ou porque simplesmente não gosta? O que é que pode fazer? Ficar em casa estendida no chão frio com uma ventoinha sempre a trabalhar apontada à cara (porque o ar condicionado gasta imensa electricidade).
Não gosto do Verão porque não me dou bem com o calor. A minha sorte é que não me importo de ficar em casa, porque se eu fosse daquelas pessoas que entram em paranóia se não saírem de casa nem que seja uma horinha num dia, estava bem lixada! Posso passar semanas sem pôr um pé na rua, não me incomodo.

A casa tem de estar toda fechada, os estores corridos para não deixar passar o calor, e cá estamos nós, no meio da escuridão na tentativa vã de nos mantermos um pouco mais frescos. O Inverno passa-se muito melhor, porque é mais fácil lidar com o frio. No Verão, se saímos de casa só nos resta derreter aos poucos, porque mesmo que saíssemos de casa nus "como no dia do nosso nome" (quem leu GRRM percebe esta!) não conseguiríamos fintar o calor. Para mim ainda há outra desvantagem enorme - as minhas gatinhas não querem nada comigo! Pobres bichanas, só querem ficar estendidas no chão todas separadas umas das outras e de nós!
Por isso sim, admito-o sem medo, ODEIO O VERÃO.
Saudades
Publicada por
Lilith
à(s)
14:34
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Parabéns Zuka!!
Publicada por
Lilith
à(s)
00:34
terça-feira, 20 de abril de 2010
Dia 20 de Abril de 2010. Hoje a Zuka faz cinco aninhos!!

A Lili é muito meiguinha, sim. É um peluche autêntico, faz ronrom muito facilmente e dá beijinhos sempre que pedimos. Mas se a tentarmos forçar a fazer algo que não lhe agrade, do género tomar um comprimido, ela defende-se sem ter em conta se somos família ou não.
A Zukinha não... a Zuka é simplesmente meiga. É uma preguiçosa, passa o dia na sorna e, onde quer que a deitemos, ela começa logo a lavar-se para ficar ali a dormir.
É uma fofa, quando a arreliamos ela refila imenso e ameaça que vai morder, mas nunca mordeu a sério a ninguém.
Adora brincar com fios e andar à bulha com a Zita.
Infelizmente esta menina sofre de alergias (não sabemos exactamente a quê... o teste é muito caro), e por isso segue uma dieta rígida de ração da royal canin para fêmeas jovens esterilizadas, e só muito raramente a deixamos petiscar um peixinho. Ela adorava bife, especialmente cru, mas desde que descobrimos o problema de alergias dela que tivémos de deixar de lho dar.
No ano passado ela comeu uma saqueta húmida do continente, e não sei qual era o ingrediente que aquilo tinha, que ela teve uma reacção alérgica e o nariz inchou para o dobro do tamanho.
Ela podia ser apenas um pouco alérgica a qualquer que tenha sido o componente que causou isso, mas o consumo prolongado pode causar alergias maiores e mais graves, ao ponto de fazer feridas bem grandes.
Mas pode-se dizer que ela é feliz. Deixar de comer bife foi uma questão de hábito, e além disso, tal como faríamos com uma pessoa que estivesse a fazer dieta, quando se arranja e come bife cá em casa, a Zukinha é levada para outra parte da casa para não sentir sequer que há bife.
Costuma dormir na cama grande com a minha mãe, mas de manhã vem para a minha cama (que é estreita como tudo!!!) e eu quase não me consigo mexer com ela encostada às minhas pernas.
Tem cócegas! Adoro arreliá-la a dar-lhe beijinhos nas costas! Ela refila imenso e ameaça que me vai morder, tem sempre a boca escancarada, mas nunca me faz mal. Se for preciso, no minuto seguinte salta-me para o colo e fica lá a dormir.
Além de tudo isto... esta gata tem uma particularidade bizarra. ADOOOORA cera dos ouvidos. Dá para acreditar nisto!? É doida... Uma pessoa não pode coçar um ouvido sem que venha ela disparada lamber-nos o dedo todo!
Enfim, tal como todos os nossos amiguinhos, a Zuka é única. Adoramos a nossa menina e, ao fim destes (quase) 5 aninhos em que ela está connosco, não imaginamos a vida sem ela. As nossas gatinhas são parte da família, e como tal merecem que se comemore o seu aniversário!
Aqui ficam fotos da menina Zuka:

A Lili é muito meiguinha, sim. É um peluche autêntico, faz ronrom muito facilmente e dá beijinhos sempre que pedimos. Mas se a tentarmos forçar a fazer algo que não lhe agrade, do género tomar um comprimido, ela defende-se sem ter em conta se somos família ou não.
A Zukinha não... a Zuka é simplesmente meiga. É uma preguiçosa, passa o dia na sorna e, onde quer que a deitemos, ela começa logo a lavar-se para ficar ali a dormir.
É uma fofa, quando a arreliamos ela refila imenso e ameaça que vai morder, mas nunca mordeu a sério a ninguém.
Adora brincar com fios e andar à bulha com a Zita.
Infelizmente esta menina sofre de alergias (não sabemos exactamente a quê... o teste é muito caro), e por isso segue uma dieta rígida de ração da royal canin para fêmeas jovens esterilizadas, e só muito raramente a deixamos petiscar um peixinho. Ela adorava bife, especialmente cru, mas desde que descobrimos o problema de alergias dela que tivémos de deixar de lho dar.
No ano passado ela comeu uma saqueta húmida do continente, e não sei qual era o ingrediente que aquilo tinha, que ela teve uma reacção alérgica e o nariz inchou para o dobro do tamanho.
Ela podia ser apenas um pouco alérgica a qualquer que tenha sido o componente que causou isso, mas o consumo prolongado pode causar alergias maiores e mais graves, ao ponto de fazer feridas bem grandes.
Mas pode-se dizer que ela é feliz. Deixar de comer bife foi uma questão de hábito, e além disso, tal como faríamos com uma pessoa que estivesse a fazer dieta, quando se arranja e come bife cá em casa, a Zukinha é levada para outra parte da casa para não sentir sequer que há bife.
Costuma dormir na cama grande com a minha mãe, mas de manhã vem para a minha cama (que é estreita como tudo!!!) e eu quase não me consigo mexer com ela encostada às minhas pernas.
Tem cócegas! Adoro arreliá-la a dar-lhe beijinhos nas costas! Ela refila imenso e ameaça que me vai morder, tem sempre a boca escancarada, mas nunca me faz mal. Se for preciso, no minuto seguinte salta-me para o colo e fica lá a dormir.
Além de tudo isto... esta gata tem uma particularidade bizarra. ADOOOORA cera dos ouvidos. Dá para acreditar nisto!? É doida... Uma pessoa não pode coçar um ouvido sem que venha ela disparada lamber-nos o dedo todo!
Enfim, tal como todos os nossos amiguinhos, a Zuka é única. Adoramos a nossa menina e, ao fim destes (quase) 5 aninhos em que ela está connosco, não imaginamos a vida sem ela. As nossas gatinhas são parte da família, e como tal merecem que se comemore o seu aniversário!
Aqui ficam fotos da menina Zuka:
Lili - Update
Publicada por
Lilith
à(s)
20:42
terça-feira, 23 de março de 2010
Hoje a Lili foi a uma consulta de rotina ao veterinário.
Depois da grande operação, era preciso monitorizar o estado dela de seis em seis meses, para ver se apareciam mais nódulos na barriguita. Em Setembro de 2009 voltámos lá para tirar um RX e estava tudo bem.
Em Março de 2010 teria de regressar para os mesmos fins. Foi por isso que hoje fui lá com ela. A primeira surpresa foi a conta. Eu esperava gastar trinta e tal euros (consulta + RX), mas a cantiga desta vez foi outra. Fizeram-lhe análises ao sangue (tiveram de a sedar, ela não deixava tirar sangue), além de terem feito o RX.
O RX estava bom, o que é óptimo. Os primeiros doze meses após a cirurgia eram cruciais para ver se apareciam mais nódulos. Mas a operação foi bem feita e não ficou para trás nenhum tecido cancerígeno.
Quanto às análises... a menina já começa a dar sinais de insuficiência renal. O caso dela não é grave, olhando para ela é uma gata linda, nem parece que vai fazer 17 anos em Agosto que vem. Daí que a importância das análises seja tão grande. Graças a este procedimento pudémos ver que já era necessário começar a tomar medicação para melhorar o funcionamento dos rins.
O Dr. Cláudio (o dono da clínica, que é o veterinário da Lili - quando marco consultas tento sempre que seja com ele, porque ele é que a tem seguido desde a cirurgia) explicou-me que a insuficiência renal é a principal causa de morte dos gatos adultos geriátricos, de forma que é muitíssimo importante que se façam análises regulares ao sangue, para que se apanhe esta doença crónica nas suas fases iniciais, podendo assim prolongar a vida (com qualidade) do animal.
Ou seja, mais medicamentos. Mais despesas. Como se não bastasse a conta do veterinário hoje (consulta + RX + dois tipos de análises + sedativos + medicamento = 117 euros e picos), teremos de gastar 25 euros mensais durante pelo menos seis meses, até à próxima consulta, num medicamento específico para os rins chamado Rubenal 75.
Daqui a seis meses serão repetidas as análises ao sangue (não o RX - como já referi, os primeiros 12 meses eram críticos, mas daqui para a frente basta fazer este exame anualmente), e se os niveis de ureia e creatinina baixarem ou se mantiverem estáveis, pode ser que se reduza a dose de Rubenal, e assim este passe a durar o dobro do tempo.
Além disso, temos de pensar em começar a dar-lhe uma dieta específica para poupar os rins. Que, como seria de esperar, é cara. A juntar a isto, temos três gatas. Dar comida diferente a umas e a outras é complicado, a menos que se façam refeições a horas certas - o que, cá em casa, não é o que se passa. Nós deixamos a ração nas tacinhas e vamos enchendo à medida que ela vai desaparecendo - é comer à vontade.
Eventualmente penso que teremos de alterar isto, e assim a Lili poderá beneficiar de uma dieta mais apropriada à sua condição - o que, a médio e longo prazo, funciona até melhor que a medicação. Este tipo de ração, explicou-me o Dr. Cláudio, difere da ração normal nos seus componentes. Além de ter menos proteína (que se sabe não ser a melhor coisa para os rins), a proteína nela existente é hidrolisada, como nas rações hipoalergénicas. Além de conter muito fósforo, entre outros nutrientes, muito benéficos para os rins.
É assim a vida. Tal como os humanos, os nossos amigos de quatro patas envelhecem, e com a terceira idade vêm os problemas de saúde, as doenças crónicas e as toneladas de comprimidos e suplementos diários.
Até temos tido muita sorte. Até ao ano passado, a Lili tem vivido uma vida saudável e sem grandes complicações. O facto de um gato chegar aos 15 anos com uma saúde de ferro é um óptimo sinal. Ela é muito forte, e o doutor disse que, imaginando que os rins dela iriam parar de funcionar daqui a um ou dois anos, a medicação poderia atrasar a sua falha por mais um ano, por exemplo. É difícil definir uma data, mas sabemos que a evolução desta doença costuma ser lenta. A medicação atrasa-a ainda mais, o que, aliado ao facto de a termos apanhado nas fases iniciais, nos dá bem mais tempo com a nossa menina.
Ela está óptima, tem um aspecto jovem e, olhando para ela, ninguém diria que daqui a pouco fará 17 anos.
Depois da grande operação, era preciso monitorizar o estado dela de seis em seis meses, para ver se apareciam mais nódulos na barriguita. Em Setembro de 2009 voltámos lá para tirar um RX e estava tudo bem.
Em Março de 2010 teria de regressar para os mesmos fins. Foi por isso que hoje fui lá com ela. A primeira surpresa foi a conta. Eu esperava gastar trinta e tal euros (consulta + RX), mas a cantiga desta vez foi outra. Fizeram-lhe análises ao sangue (tiveram de a sedar, ela não deixava tirar sangue), além de terem feito o RX.
O RX estava bom, o que é óptimo. Os primeiros doze meses após a cirurgia eram cruciais para ver se apareciam mais nódulos. Mas a operação foi bem feita e não ficou para trás nenhum tecido cancerígeno.
Quanto às análises... a menina já começa a dar sinais de insuficiência renal. O caso dela não é grave, olhando para ela é uma gata linda, nem parece que vai fazer 17 anos em Agosto que vem. Daí que a importância das análises seja tão grande. Graças a este procedimento pudémos ver que já era necessário começar a tomar medicação para melhorar o funcionamento dos rins.
O Dr. Cláudio (o dono da clínica, que é o veterinário da Lili - quando marco consultas tento sempre que seja com ele, porque ele é que a tem seguido desde a cirurgia) explicou-me que a insuficiência renal é a principal causa de morte dos gatos adultos geriátricos, de forma que é muitíssimo importante que se façam análises regulares ao sangue, para que se apanhe esta doença crónica nas suas fases iniciais, podendo assim prolongar a vida (com qualidade) do animal.
Ou seja, mais medicamentos. Mais despesas. Como se não bastasse a conta do veterinário hoje (consulta + RX + dois tipos de análises + sedativos + medicamento = 117 euros e picos), teremos de gastar 25 euros mensais durante pelo menos seis meses, até à próxima consulta, num medicamento específico para os rins chamado Rubenal 75.
Daqui a seis meses serão repetidas as análises ao sangue (não o RX - como já referi, os primeiros 12 meses eram críticos, mas daqui para a frente basta fazer este exame anualmente), e se os niveis de ureia e creatinina baixarem ou se mantiverem estáveis, pode ser que se reduza a dose de Rubenal, e assim este passe a durar o dobro do tempo.
Além disso, temos de pensar em começar a dar-lhe uma dieta específica para poupar os rins. Que, como seria de esperar, é cara. A juntar a isto, temos três gatas. Dar comida diferente a umas e a outras é complicado, a menos que se façam refeições a horas certas - o que, cá em casa, não é o que se passa. Nós deixamos a ração nas tacinhas e vamos enchendo à medida que ela vai desaparecendo - é comer à vontade.
Eventualmente penso que teremos de alterar isto, e assim a Lili poderá beneficiar de uma dieta mais apropriada à sua condição - o que, a médio e longo prazo, funciona até melhor que a medicação. Este tipo de ração, explicou-me o Dr. Cláudio, difere da ração normal nos seus componentes. Além de ter menos proteína (que se sabe não ser a melhor coisa para os rins), a proteína nela existente é hidrolisada, como nas rações hipoalergénicas. Além de conter muito fósforo, entre outros nutrientes, muito benéficos para os rins.
É assim a vida. Tal como os humanos, os nossos amigos de quatro patas envelhecem, e com a terceira idade vêm os problemas de saúde, as doenças crónicas e as toneladas de comprimidos e suplementos diários.
Até temos tido muita sorte. Até ao ano passado, a Lili tem vivido uma vida saudável e sem grandes complicações. O facto de um gato chegar aos 15 anos com uma saúde de ferro é um óptimo sinal. Ela é muito forte, e o doutor disse que, imaginando que os rins dela iriam parar de funcionar daqui a um ou dois anos, a medicação poderia atrasar a sua falha por mais um ano, por exemplo. É difícil definir uma data, mas sabemos que a evolução desta doença costuma ser lenta. A medicação atrasa-a ainda mais, o que, aliado ao facto de a termos apanhado nas fases iniciais, nos dá bem mais tempo com a nossa menina.
Ela está óptima, tem um aspecto jovem e, olhando para ela, ninguém diria que daqui a pouco fará 17 anos.
Então e os nossos vizinhos?
Publicada por
Lilith
à(s)
01:29
quinta-feira, 4 de março de 2010
Esta semana, não sei precisar o dia, vi um documentário interessantíssimo no canal Odisseia.
Era sobre os avanços da tecnologia, nomeadamente o futuro da mesma, da robótica e, especialmente, da inteligência artificial. Falava-se em fabricar computadores inteligentes, com capacidade de aprender e, eventualmente, tornarem-se mais inteligentes que nós, humanos. Uma inteligência deste tipo seria capaz de tomar as suas próprias decisões, o que, associado à tecnologia e à arte plástica de tornar um ciborgue igual a um ser humano em termos de aparência, punha a questão de as máquinas virem a ter direitos.
Um senhor, não sei o nome, infelizmente não memorizei, tal era a minha indignação para com as suas palavras, até disse que se viria a colocar a hipótese de as máquinas terem direitos semelhantes aos de um ser humano! Máquinas! Ele disse algo do género, "Quando se chegar a uma tal inteligência artificial, não podemos simpelsmente desligar a tomada. Se uma máquina é inteligente o suficiente para nos pedir para não o fazermos, então como poderemos fazê-lo?".
Isto irritou-me profundamente. A sério, como podem pensar em dar às máquinas direitos semelhantes aos de um humano, e desacreditar completamente os nossos vizinhos não-humanos, que desde sempre partilham connosco o planeta (nem sempre da melhor forma, graças à nossa egocêntrica maneira de ser que nos faz simplesmente ocupar um espaço que não era nosso sem sequer pensar duas vezes na quantidade de animais indefesos que vamos desalojar)?
Acho que antes de pensar em dar semelhantes direitos a máquinas, devia fazer-se o mesmo com os animais. Eles não são simplesmente "bichos", e aliás, nunca compreendi bem porque é que eles são "animais" e nós não. Eu refiro-me aos não-humanos como "animais" por simples força do hábito, mas compreendo perfeitamente que os humanos também são animais. São seres orgânicos que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem, são seres organizados que têm sensibilidade e movimento próprio. Esta história de os animais serem racionais ou irracionais, para mim é uma treta e não passa disso. Não me venham cá dizer que as minhas gatinhas são irracionais, porque qualquer "mãe" como eu sabe que os nossos amiguinhos de quatro patas pensam tão bem ou melhor que os nossos amigos de duas patas, não se baseiam apenas no instinto. Até na linguagem os humanos tentam distanciar-se dos não-humanos, como se fosse degradante considerarem-se na mesma categoria. Pois eu digo que estamos na mesma categoria, e com muito orgulho e nenhuma vergonha.
Daí que eu não ache certo que se pense em dar os direitos de um humano a uma máquina, sem sequer pensar em dá-los primeiro aos não-humanos.
Uma máquina é uma máquina e nunca deixará de o ser, por muito parecida que seja com um ser humano. Não acredito que os humanos e os não-humanos sejam apenas um conjunto de células interligadas, semelhantes a um circuito. Não acredito, como já referi noutro post, que a nossa personalidade e a nossa maneira de ser e de entender o mundo (tanto os humanos como os não-humanos) se resuma ao que existe no nosso cérebro. Acho que é algo que transcende o físico, acredito na Alma, no Espírito, no que lhe quiserem chamar (sem qualquer tipo de religiosidade associada, entenda-se). Uma máquina não tem isso, uma máquina é um conjunto de circuitos. Não tem Alma, logo não é um ser orgânico. É algo criado por mão humana, algo artificial. Por muito que se queira imitar a realidade, mesmo que até à perfeição, não passa de uma cópia.
Uma cópia não merece os direitos do produto original.
Era sobre os avanços da tecnologia, nomeadamente o futuro da mesma, da robótica e, especialmente, da inteligência artificial. Falava-se em fabricar computadores inteligentes, com capacidade de aprender e, eventualmente, tornarem-se mais inteligentes que nós, humanos. Uma inteligência deste tipo seria capaz de tomar as suas próprias decisões, o que, associado à tecnologia e à arte plástica de tornar um ciborgue igual a um ser humano em termos de aparência, punha a questão de as máquinas virem a ter direitos.
Um senhor, não sei o nome, infelizmente não memorizei, tal era a minha indignação para com as suas palavras, até disse que se viria a colocar a hipótese de as máquinas terem direitos semelhantes aos de um ser humano! Máquinas! Ele disse algo do género, "Quando se chegar a uma tal inteligência artificial, não podemos simpelsmente desligar a tomada. Se uma máquina é inteligente o suficiente para nos pedir para não o fazermos, então como poderemos fazê-lo?".
Isto irritou-me profundamente. A sério, como podem pensar em dar às máquinas direitos semelhantes aos de um humano, e desacreditar completamente os nossos vizinhos não-humanos, que desde sempre partilham connosco o planeta (nem sempre da melhor forma, graças à nossa egocêntrica maneira de ser que nos faz simplesmente ocupar um espaço que não era nosso sem sequer pensar duas vezes na quantidade de animais indefesos que vamos desalojar)?
Acho que antes de pensar em dar semelhantes direitos a máquinas, devia fazer-se o mesmo com os animais. Eles não são simplesmente "bichos", e aliás, nunca compreendi bem porque é que eles são "animais" e nós não. Eu refiro-me aos não-humanos como "animais" por simples força do hábito, mas compreendo perfeitamente que os humanos também são animais. São seres orgânicos que nascem, crescem, reproduzem-se e morrem, são seres organizados que têm sensibilidade e movimento próprio. Esta história de os animais serem racionais ou irracionais, para mim é uma treta e não passa disso. Não me venham cá dizer que as minhas gatinhas são irracionais, porque qualquer "mãe" como eu sabe que os nossos amiguinhos de quatro patas pensam tão bem ou melhor que os nossos amigos de duas patas, não se baseiam apenas no instinto. Até na linguagem os humanos tentam distanciar-se dos não-humanos, como se fosse degradante considerarem-se na mesma categoria. Pois eu digo que estamos na mesma categoria, e com muito orgulho e nenhuma vergonha.
Daí que eu não ache certo que se pense em dar os direitos de um humano a uma máquina, sem sequer pensar em dá-los primeiro aos não-humanos.
Uma máquina é uma máquina e nunca deixará de o ser, por muito parecida que seja com um ser humano. Não acredito que os humanos e os não-humanos sejam apenas um conjunto de células interligadas, semelhantes a um circuito. Não acredito, como já referi noutro post, que a nossa personalidade e a nossa maneira de ser e de entender o mundo (tanto os humanos como os não-humanos) se resuma ao que existe no nosso cérebro. Acho que é algo que transcende o físico, acredito na Alma, no Espírito, no que lhe quiserem chamar (sem qualquer tipo de religiosidade associada, entenda-se). Uma máquina não tem isso, uma máquina é um conjunto de circuitos. Não tem Alma, logo não é um ser orgânico. É algo criado por mão humana, algo artificial. Por muito que se queira imitar a realidade, mesmo que até à perfeição, não passa de uma cópia.
Uma cópia não merece os direitos do produto original.
Zara
Publicada por
Lilith
à(s)
16:12
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Zara.
Este post é para ti.

Este post é para ti.

Faz hoje um ano que nos deixaste, e para trás ficou um enorme vazio que nunca voltará a ser preenchido. Chegaste a nós, pequenina, com não mais de 3 meses, numa noite de Novembro de 2006. Provavelmente vieste no motor do carro, não se sabe como não te magoaste. Só demos conta no dia seguinte, quando o meu pai ia a sair para trabalhar e ouviu miar na garagem. A minha mãe foi imediatamente buscar-te... tinhas feito um cocózinho no chão, e assim que te viste no colo não paraste de fazer ronrom. Vinhas suja de óleo e pó, e cheia de pulgas, e a minha mãe deu-te dois banhos de água morna, e tu nunca paraste de ronronar. Querias comer este mundo e o outro, e tivemos de te refrear para não comeres até rebentar. Eu já estava no ISEL quando me ligaram a dizer o que tinha acontecido, e fiquei radiante, apesar de ainda não saber se íamos ficar contigo. Mas pelos vistos a tua magia era tão grande que nem sequer foi preciso convencer o meu pai. Nessa primeira noite, quiseste dormir com a minha mãe, e exigiste estar sempre virada para ela... se calhar tinhas medo de acordar e ela não estar lá. Agora vivo esse teu medo todos os dias, quando acordo e tu não estás cá.

Depressa te tornaste irmã da Zuka, e deste o teu melhor para conquistar a Lili... estiveste quase. Passaste connosco um ano e meio que pareceu durar muito menos que isso. Deste-nos muitas alegrias, foste um pé de vida cá em casa, e quando nos deixaste a casa pareceu ficar vazia. Eras tu que andavas sempre atrás de nós a pedinchar qualquer coisa, ou a roubar coisas para brincar.
Tenho o teu retrato na parede, acima da cabeceira da cama, e não deixo que passe uma noite sem que olhe para ele, me lembre de ti, e te dê um beijo de boa noite. Beijar vidro não é como beijar a tua cara fofinha e peluda, mas eu tento lembrar-me da sensação e quase sinto de novo os teus pêlos nos meus lábios.
Foi tudo tão de repente... eu vinha do ISEL, de um teste que acabou tarde, às 21:30h, e quando ia a caminho de casa informaram-me de que tinhas caído da janela. Não fiquei demasiado preocupada... pensei que tivesses partido uma perna ou algo do género. Quando liguei ao meu pai a perguntar como estavas... custou-me a processar o que ouvi ao telemóvel. "Olha, morreu.". Como se responde a isto? Num momento eu voltava do ISEL satisfeita, o teste tinha-me corrido bem, voltava para casa, para junto das minhas 3 lindas meninas, e de repente descubro que já só tenho duas. A mais novinha, mais cheia de vida, mais curiosa, mais brincalhona, mais saudável... deixou-nos. A notícia foi devastadora, para toda a gente. Ainda nem tinhas dois anos...
Não sobreviveste porque não fomos a tempo. A minha mãe voltava duma caminhada tardia, perto das 22:15, e viu um gatinho preto deitado encostado ao prédio, ao pé das garagens. Foi fazer-lhe uma festinha... e viu que eras tu. Havia sangue. Os meus pais levaram-te imediatamente ao veterinário, mas não duraste nem 5 minutos com oxigénio. Saíste de lá numa caixa. Deves ter ficado na rua a sofrer durante cerca de duas horas... e provavelmente foi isso que te matou... se ao menos tivesses sido descoberta antes...
Chorámos-te, e cada um lidou com a dor como conseguiu. A minha mãe tentou esquecer, o meu pai nem falou do assunto, eu tentei lembrar-me de todas as coisas que fazias. O modo como só bebias água da torneira da cozinha, de como lhe davas turrinhas sempre que querias que a abríssemos para beberes... o modo como vinhas ter connosco quando chamávamos o teu nome... o modo como te encostavas ao frigorífico a miar, a pedir peixe cozido, e, mesmo que não houvesse, tu tinha-lo, porque alguém ia cozê-lo de propósito para ti... o modo como tu eras curiosa... se te fosse mostrado um objecto que nunca tinhas visto, por mais comum que fosse, tu aproximavas-te imediatamente e pegavas-lhe com as duas mãozinhas, a cheirá-lo, para logo a seguir perderes o interesse... o modo como estragavas todos os arranjos de flores artificiais, tirando-lhes partes e brincando com elas pela casa toda... o modo como eu atirava uma bolinha de folha de alumínio ou de papel, e tu ias buscá-la, trazia-la na boca e deixava-la no chão, aos meus pés, para que a atirasse de novo... o modo como falavas com a Lili sempre que passavas por ela... as cócegas que tinhas na barriga... os teus lindos olhos castanhos, que mudavam para verde consoante a luz... o modo como todas as noites, antes de dormir, ias afofar na minha mãe... não falhava, todos os dias tinhas de o fazer, senão não dormias... o modo como pedias para vir para a minha cama, a puxar o topo dos lençóis com a mãozinha, e eu levantava-os e deixava-te entrar... o modo como pedias para ver a rua da janela, e eu ia pôr-te a trela com a ponta presa à mesa, para não ires para o parapeito, e quando te fartavas deitavas-te na mesa à espera que te tirassem a trela... mas nesse dia tinham-te deixado ver a rua sem trela, e tu saíste para o parapeito e ninguém deu conta... Fecharam a janela, pensando que tinhas ido para outra parte da casa, e tu ficaste do lado de fora... O parapeito é estreitinho, não chega a ter 10cm de largura.
Acredito que as coisas acontecem por uma razão, e acho que esta tragédia aconteceu por duas.
A primeira foi ensinar-nos uma lição: proteger aqueles que amamos, para que nenhum mal lhes aconteça.
A segunda... foi salvar a Lili. Zara, se não nos tivesses deixado, não teríamos adoptado a Zita, ela não teria caído da janela e nós não teríamos falado à médica sobre o estado da Lili durante uma das consultas da Zita.
Não tiveste muito tempo de vida, mas cumpriste o teu grande objectivo. Enriqueceste as nossas vidas e os nossos corações, pois apesar de o vazio continuar cá, também temos memórias maravilhosas do tempo que passaste connosco.
Espero que estejas em paz, e acredito que ainda estás junto de nós. Encontrar-nos-emos de novo. Até lá, resta-me recordar-te, até ao fim dos meus dias.
Um grande beijo para ti, de toda a família. Fazes-nos muita falta.


Depressa te tornaste irmã da Zuka, e deste o teu melhor para conquistar a Lili... estiveste quase. Passaste connosco um ano e meio que pareceu durar muito menos que isso. Deste-nos muitas alegrias, foste um pé de vida cá em casa, e quando nos deixaste a casa pareceu ficar vazia. Eras tu que andavas sempre atrás de nós a pedinchar qualquer coisa, ou a roubar coisas para brincar.
Tenho o teu retrato na parede, acima da cabeceira da cama, e não deixo que passe uma noite sem que olhe para ele, me lembre de ti, e te dê um beijo de boa noite. Beijar vidro não é como beijar a tua cara fofinha e peluda, mas eu tento lembrar-me da sensação e quase sinto de novo os teus pêlos nos meus lábios.
Foi tudo tão de repente... eu vinha do ISEL, de um teste que acabou tarde, às 21:30h, e quando ia a caminho de casa informaram-me de que tinhas caído da janela. Não fiquei demasiado preocupada... pensei que tivesses partido uma perna ou algo do género. Quando liguei ao meu pai a perguntar como estavas... custou-me a processar o que ouvi ao telemóvel. "Olha, morreu.". Como se responde a isto? Num momento eu voltava do ISEL satisfeita, o teste tinha-me corrido bem, voltava para casa, para junto das minhas 3 lindas meninas, e de repente descubro que já só tenho duas. A mais novinha, mais cheia de vida, mais curiosa, mais brincalhona, mais saudável... deixou-nos. A notícia foi devastadora, para toda a gente. Ainda nem tinhas dois anos...
Não sobreviveste porque não fomos a tempo. A minha mãe voltava duma caminhada tardia, perto das 22:15, e viu um gatinho preto deitado encostado ao prédio, ao pé das garagens. Foi fazer-lhe uma festinha... e viu que eras tu. Havia sangue. Os meus pais levaram-te imediatamente ao veterinário, mas não duraste nem 5 minutos com oxigénio. Saíste de lá numa caixa. Deves ter ficado na rua a sofrer durante cerca de duas horas... e provavelmente foi isso que te matou... se ao menos tivesses sido descoberta antes...
Chorámos-te, e cada um lidou com a dor como conseguiu. A minha mãe tentou esquecer, o meu pai nem falou do assunto, eu tentei lembrar-me de todas as coisas que fazias. O modo como só bebias água da torneira da cozinha, de como lhe davas turrinhas sempre que querias que a abríssemos para beberes... o modo como vinhas ter connosco quando chamávamos o teu nome... o modo como te encostavas ao frigorífico a miar, a pedir peixe cozido, e, mesmo que não houvesse, tu tinha-lo, porque alguém ia cozê-lo de propósito para ti... o modo como tu eras curiosa... se te fosse mostrado um objecto que nunca tinhas visto, por mais comum que fosse, tu aproximavas-te imediatamente e pegavas-lhe com as duas mãozinhas, a cheirá-lo, para logo a seguir perderes o interesse... o modo como estragavas todos os arranjos de flores artificiais, tirando-lhes partes e brincando com elas pela casa toda... o modo como eu atirava uma bolinha de folha de alumínio ou de papel, e tu ias buscá-la, trazia-la na boca e deixava-la no chão, aos meus pés, para que a atirasse de novo... o modo como falavas com a Lili sempre que passavas por ela... as cócegas que tinhas na barriga... os teus lindos olhos castanhos, que mudavam para verde consoante a luz... o modo como todas as noites, antes de dormir, ias afofar na minha mãe... não falhava, todos os dias tinhas de o fazer, senão não dormias... o modo como pedias para vir para a minha cama, a puxar o topo dos lençóis com a mãozinha, e eu levantava-os e deixava-te entrar... o modo como pedias para ver a rua da janela, e eu ia pôr-te a trela com a ponta presa à mesa, para não ires para o parapeito, e quando te fartavas deitavas-te na mesa à espera que te tirassem a trela... mas nesse dia tinham-te deixado ver a rua sem trela, e tu saíste para o parapeito e ninguém deu conta... Fecharam a janela, pensando que tinhas ido para outra parte da casa, e tu ficaste do lado de fora... O parapeito é estreitinho, não chega a ter 10cm de largura.
Acredito que as coisas acontecem por uma razão, e acho que esta tragédia aconteceu por duas.
A primeira foi ensinar-nos uma lição: proteger aqueles que amamos, para que nenhum mal lhes aconteça.
A segunda... foi salvar a Lili. Zara, se não nos tivesses deixado, não teríamos adoptado a Zita, ela não teria caído da janela e nós não teríamos falado à médica sobre o estado da Lili durante uma das consultas da Zita.
Não tiveste muito tempo de vida, mas cumpriste o teu grande objectivo. Enriqueceste as nossas vidas e os nossos corações, pois apesar de o vazio continuar cá, também temos memórias maravilhosas do tempo que passaste connosco.
Espero que estejas em paz, e acredito que ainda estás junto de nós. Encontrar-nos-emos de novo. Até lá, resta-me recordar-te, até ao fim dos meus dias.
Um grande beijo para ti, de toda a família. Fazes-nos muita falta.

Parabéns Zita!
Publicada por
Lilith
à(s)
22:29
quarta-feira, 20 de maio de 2009
20 de Maio de 2009. Hoje a minha "Zikitita" faz ano! Sim, "ano". É só um.

O tempo voou desde que este bicho esganiçado nos apareceu em casa, com um feitio de extremos e apenas um mesinho de idade, traquina como nunca tínhamos visto. Ela cresceu muito, ganhou peso e experiência, mas não perdeu a vontade de brincar nem a "veia artística". Continua a partir vasos, e a tirar a areia do areão só mesmo para se divertir, continua a correr pela casa fora tão depressa que até derrapa nas curvas, em acessos de energia que até sente necessidade de verbalizar, e então anda por aí aos berros enquanto corre. Pelo menos já não trepa pelas cortinas acima. Acho que ficou demasiado pesada para isso, e ainda bem, senão já só tínhamos os farrapos das cortinas.
Como foi um dia especial, a prenda dela foi uma saqueta de comida húmida para gato, que ela tanto gosta. Pena que não foi da marca preferida dela, mas algumas pessoas cá de casa andam armadas em forretas. Enfim, teve de servir. Ela não pareceu queixar-se demasiado.
Ficam aqui algumas fotos que tirei ao longo do crescimento dela, bem como o primeiro vídeo só dela, de quando veio cá para casa com um mês de idade.

O tempo voou desde que este bicho esganiçado nos apareceu em casa, com um feitio de extremos e apenas um mesinho de idade, traquina como nunca tínhamos visto. Ela cresceu muito, ganhou peso e experiência, mas não perdeu a vontade de brincar nem a "veia artística". Continua a partir vasos, e a tirar a areia do areão só mesmo para se divertir, continua a correr pela casa fora tão depressa que até derrapa nas curvas, em acessos de energia que até sente necessidade de verbalizar, e então anda por aí aos berros enquanto corre. Pelo menos já não trepa pelas cortinas acima. Acho que ficou demasiado pesada para isso, e ainda bem, senão já só tínhamos os farrapos das cortinas.
Como foi um dia especial, a prenda dela foi uma saqueta de comida húmida para gato, que ela tanto gosta. Pena que não foi da marca preferida dela, mas algumas pessoas cá de casa andam armadas em forretas. Enfim, teve de servir. Ela não pareceu queixar-se demasiado.
Ficam aqui algumas fotos que tirei ao longo do crescimento dela, bem como o primeiro vídeo só dela, de quando veio cá para casa com um mês de idade.
Direitos dos Animais
Publicada por
Lilith
à(s)
11:58
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Hoje à noite, na sic, o debate do Aqui e Agora visa os direitos dos animais.
Já dei o meu contributo, enviando ontem à noite um e-mail para o endereço fornecido no site (aquieagora@sic.pt), e já votei na página do debate na sic ( http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/aquieagora/Artigos/Direitos+dos+Animais.htm ). Não consegui deixar um comentário porque, como os que costumam ler o blog já devem ter reparado, não consigo conter-me o suficiente para expressar a minha indignação por poucas palavras, e os comentários estão limitados a 500 caracteres.
Sugiro a todos os interessados que deixem também o vosso contributo enquanto é tempo, pois, no site, a votação não está a favor dos nossos amigos animais. O que perguntam às pessoas é se estão de acordo com a proibição das touradas em Viana do Castelo, e o "Não" está a ganhar. Toca a votar no "Sim", pessoal! E, se quiserem, deixem também um comentário. Infelizmente ainda há muita gente com mentalidades antigas, e temos de fazer força para que os animais tenham os seus direitos, pelo menos no nosso país. Vou postar aqui o mail que enviei para a sic, que, apesar de ligeiramente longo, tive de resumir e deixei algumas ideias de lado, e espero os vossos comentários nesta matéria.
*************************
Soraia Costa to aquieagora
show details 10:03 PM (14 hours ago) Reply
Boa noite.
Venho por este meio exercer o meu direito de manifestar opinião no que diz respeito ao assunto do vosso próximo debate, que visa os direitos dos animais.
Pessoalmente, sou contra TUDO o que encoraje os maus tratos a qualquer tipo de animal, especialmente contra certos hábitos que a nossa sociedade adquiriu ao longo das gerações.
Touradas, lutas de cães, caça como desporto, tudo isto é por mim considerado como a mais pura e simples barbaridade e desrespeito para com os nossos amigos, os animais. Falo, eu própria, como "mãe" de quatro lindas gatinhas e amante dos animais desde tenra idade.
Quanto às touradas, gostaria de saber como é possível que as pessoas se deleitem com o sofrimento do touro na luta injusta que é a tourada (sim, luta injusta, porque, ao fim e ao cabo, é touro contra toureiro, e o toureiro vai para lá com ferros e a cavalo, ao passo que o touro vai sozinho e sem os chifres afiados). Não são considerados sentimentos humanos a compaixão e o amor pela vida? Não conheço qualquer religião que não ensine isto, e devia estar mais que enterrado nos valores e nos bons costumes das pessoas de bem que devemos respeitar todas as criaturas. Então, como é possível renunciar a tudo isso e achar divertido o sofrimento do touro? Acham que aquilo é um espectáculo, como se fosse um concerto ou um jogo de futebol. Não está certo.
As lutas de cães são igualmente macabras, tanto para os cães, que lutam até à morte para agradar aos seus donos, e são tratados como objectos nas mãos deles, criados e ensinados para obedecer apenas a eles e atacar quando eles disserem, tanto para os pobres pequenos animais que são usados como isco para os atiçar. Não está certo.
A caça como desporto é totalmente descabida na época que vivemos, porque é mais caro comprar e manter equipamento de caça do que ir comprar carne ao supermercado. Isto significa que quem caça são somente as pessoas que sentem prazer de matar. Não está certo.
Ainda há pessoas cruéis, que lá por não gostarem de animais se divertem a fazê-los sofrer. Lá porque o gatinho do vizinho invadiu o nosso quintal não quer dizer que seja o nosso direito envenenar o pobre bichano. Não está certo.
Quem tem animais de estimação, normalmente considera-os membros da família, e são, realmente, membros da família. Dedicamos-lhes muito amor e carinho, que é todo retribuído, às vezes até em dobro, e, no entanto, neste país o estado não reconhece o estatuto e a importância que os animais, cada vez mais, têm nas nossas vidas. Todos os cuidados veterinários são pagos, por inteiro, pelo dono do animal, ao contrário do que acontece para os cuidados médicos dos humanos. O mesmo se diz quanto aos seus medicamentos. São despesas que não entram no IRS, e que toda a gente que tem animais e gosta deles tem de fazer sair da carteira, para manter esses membros da família saudáveis. Não está certo.
Acho bárbaro, também, o uso de peles de animais não comestíveis em grande escala, para fazer roupa e acessórios de moda. Não se usam peles humanas para fazer um casaco, pois não? Então que direito temos nós de fazer um casaco de pele de leopardo, por exemplo? Que se usem peles de vacas ou coelhos, não tenho nada contra, porque, já que os comemos, não há nada de errado em aproveitar as peles. Ainda por cima, os métodos usados para matar esses animais só por causa da pele são terríveis, pois visam não danificar "a mercadoria". Normalmente, pelo que ouvi, e vi imagens, são usadas barras de metal que se inserem no ânus do animal, e assim os animais são electrocutados até à morte e a pele fica intacta. Não está certo.
Como nota final, acho que os animais são extremamente mal tratados nos matadouros. Compreendo que estejam em causa factores financeiros e que seja caro providenciar melhores instalações, mas mesmo assim acho cruel que os animais que servem para um propósito tão específico, e tão necessário, sejam tratados como se não passassem de mercadoria, tanto nos matadouros como no transporte para os mesmos. Já se sabem de casos em que galinhas, vacas e outro tipo de animais vão tão atulhados nos camiões de transporte que é normal que muitos cheguem com patas partidas ou até sem vida ao seu destino. Não está certo.
Sinto que ficou muita coisa por dizer, mas o mail já vai longo e não quero que o descartem por "preguiça". Despeço-me, assim, e fazendo votos para que o debate seja positivo e sirva para sensibilizar as mentes mais retrógradas das pessoas que não vêem os animais como seres vivos, seres vivos esses que merecem todo o respeito que dedicamos às pessoas e que, consequentemente, merecem melhores direitos.
Cumprimentos,
Soraia Costa, Vale da Amoreira
show details 10:03 PM (14 hours ago) Reply
Boa noite.
Venho por este meio exercer o meu direito de manifestar opinião no que diz respeito ao assunto do vosso próximo debate, que visa os direitos dos animais.
Pessoalmente, sou contra TUDO o que encoraje os maus tratos a qualquer tipo de animal, especialmente contra certos hábitos que a nossa sociedade adquiriu ao longo das gerações.
Touradas, lutas de cães, caça como desporto, tudo isto é por mim considerado como a mais pura e simples barbaridade e desrespeito para com os nossos amigos, os animais. Falo, eu própria, como "mãe" de quatro lindas gatinhas e amante dos animais desde tenra idade.
Quanto às touradas, gostaria de saber como é possível que as pessoas se deleitem com o sofrimento do touro na luta injusta que é a tourada (sim, luta injusta, porque, ao fim e ao cabo, é touro contra toureiro, e o toureiro vai para lá com ferros e a cavalo, ao passo que o touro vai sozinho e sem os chifres afiados). Não são considerados sentimentos humanos a compaixão e o amor pela vida? Não conheço qualquer religião que não ensine isto, e devia estar mais que enterrado nos valores e nos bons costumes das pessoas de bem que devemos respeitar todas as criaturas. Então, como é possível renunciar a tudo isso e achar divertido o sofrimento do touro? Acham que aquilo é um espectáculo, como se fosse um concerto ou um jogo de futebol. Não está certo.
As lutas de cães são igualmente macabras, tanto para os cães, que lutam até à morte para agradar aos seus donos, e são tratados como objectos nas mãos deles, criados e ensinados para obedecer apenas a eles e atacar quando eles disserem, tanto para os pobres pequenos animais que são usados como isco para os atiçar. Não está certo.
A caça como desporto é totalmente descabida na época que vivemos, porque é mais caro comprar e manter equipamento de caça do que ir comprar carne ao supermercado. Isto significa que quem caça são somente as pessoas que sentem prazer de matar. Não está certo.
Ainda há pessoas cruéis, que lá por não gostarem de animais se divertem a fazê-los sofrer. Lá porque o gatinho do vizinho invadiu o nosso quintal não quer dizer que seja o nosso direito envenenar o pobre bichano. Não está certo.
Quem tem animais de estimação, normalmente considera-os membros da família, e são, realmente, membros da família. Dedicamos-lhes muito amor e carinho, que é todo retribuído, às vezes até em dobro, e, no entanto, neste país o estado não reconhece o estatuto e a importância que os animais, cada vez mais, têm nas nossas vidas. Todos os cuidados veterinários são pagos, por inteiro, pelo dono do animal, ao contrário do que acontece para os cuidados médicos dos humanos. O mesmo se diz quanto aos seus medicamentos. São despesas que não entram no IRS, e que toda a gente que tem animais e gosta deles tem de fazer sair da carteira, para manter esses membros da família saudáveis. Não está certo.
Acho bárbaro, também, o uso de peles de animais não comestíveis em grande escala, para fazer roupa e acessórios de moda. Não se usam peles humanas para fazer um casaco, pois não? Então que direito temos nós de fazer um casaco de pele de leopardo, por exemplo? Que se usem peles de vacas ou coelhos, não tenho nada contra, porque, já que os comemos, não há nada de errado em aproveitar as peles. Ainda por cima, os métodos usados para matar esses animais só por causa da pele são terríveis, pois visam não danificar "a mercadoria". Normalmente, pelo que ouvi, e vi imagens, são usadas barras de metal que se inserem no ânus do animal, e assim os animais são electrocutados até à morte e a pele fica intacta. Não está certo.
Como nota final, acho que os animais são extremamente mal tratados nos matadouros. Compreendo que estejam em causa factores financeiros e que seja caro providenciar melhores instalações, mas mesmo assim acho cruel que os animais que servem para um propósito tão específico, e tão necessário, sejam tratados como se não passassem de mercadoria, tanto nos matadouros como no transporte para os mesmos. Já se sabem de casos em que galinhas, vacas e outro tipo de animais vão tão atulhados nos camiões de transporte que é normal que muitos cheguem com patas partidas ou até sem vida ao seu destino. Não está certo.
Sinto que ficou muita coisa por dizer, mas o mail já vai longo e não quero que o descartem por "preguiça". Despeço-me, assim, e fazendo votos para que o debate seja positivo e sirva para sensibilizar as mentes mais retrógradas das pessoas que não vêem os animais como seres vivos, seres vivos esses que merecem todo o respeito que dedicamos às pessoas e que, consequentemente, merecem melhores direitos.
Cumprimentos,
Soraia Costa, Vale da Amoreira
*************************
Fico, então, à espera dos vossos comentários sobre este tema, e espero sinceramente começar a ver mudança neste país de tradições cruéis e mentes macabras e retrógradas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Network Sites
Total Pageviews
Popular Posts
-
Sempre fui uma miúda calma, calada, tímida. Sempre fui assim a atirar para o anti-social. Sempre adorei animais. Nunca gostei cá de beijos n...
-
Hoje faz um ano que nos deixaste. Por esta hora já estávamos em casa, sem ti, a chorar-te. Tenho saudades tuas. Tenho pensado muito em ti....
-
Hoje venho falar-vos de algo que mudou a minha vida no que diz respeito a um aspecto que é muito importante para mim: o meu cabelo! Pois, te...
-
Estou eu para aqui no zapping, e eis senão quando me deparo, na Sic Mulher, com o programa "Entre Nós", e vejo uma entrevista tota...
-
Só digo isto: espero que ganhe um dos seguintes três concorrentes: Sandra Pereira Carolina Deslandes Martim Vicente Por esta ordem. E o rest...
-
Para os que não costumam explorar a blogsfera, ou que até exploram mas não conhecem, eis aqui um excelente blog para se seguir. Gostam de t...
-
Procrastination. So much to do, so little time, and yet I squander that precious, little time on Facebook , Youtube and, worst of all, 9GAG...
-
Ah pois é!! Comigo não brincam! Foi tão giro, mas tão giro, que tenho mesmo que vos contar: Eu moro num prédio que tem um larguinho alcatroa...
-
Sabemos que estamos há demasiado tempo sem namorado quando a nossa própria mãe já pensa que se calhar somos lésbicas. NAMORADO PROCURA-SE! I...
-
Entre outras asneiras que o AO está a querer impôr na nossa ortografia, porque é que o "c" saiu da palavra "contacto" (e...
About this blog
Seguidores
Sobre mim
- Lilith
- Portugal
- Adoro animais, especialmente gatos. Sou muito solitária, gosto de me isolar dos humanos. Gosto de equitação, monto desde os 5 anos de idade. A minha disciplina equestre favorita é Dressage. Tenho 2 gatinhas e vivo maioritariamente para elas. São minhas filhas :)







































