Lili - Parte III

terça-feira, 3 de março de 2009
Hoje a Lili veio para casa.

Fomos buscá-la ao veterinário às 20h, portanto ainda teve um tempo de internamento razoável. Lá chamaram-lhe fera, porque ela só é simpática para quem conhece. Pelo que a doutora disse, não foi muito fácil tirá-la da jaula para a pôr na transportadora para vir para casa.

Já comeu qualquer coisa durante o dia e já fez muito chichi, foi o que nos disseram. Marcaram-lhe consulta para Domingo, às 11h, para mudar o penso ... Provavelmente vai ter de tomar um calmante, senão não fazem nada dela. Não conseguem fazer com que ela use o funil, por isso tem de andar com casaco, para não se lamber.

Supostamente, ela devia estar em repouso cá em casa... mas quem é que pára esta mulher? Qual quê, parecia um gatinho bebé a conhecer a casa nova. Percorreu todos os cantinhos a ver se o reino dela estava tal como ela o tinha deixado, e não descansou enquanto não confirmou que estava tudo em ordem.

Quis logo saltar para a mesa da cozinha, e da mesa para o balcão. Tivémos de intervir, senão o mais provável era que rebentasse uns quantos pontos. Mas ninguém faz aquela gatinha mudar de ideias, por isso a solução foi pôr uma cadeira entre a mesa e o balcão, para que, ao menos, os saltos sejam reduzidos. Ela só gosta de beber água no balcão, são raras as ocasiões em que a bebe da tigela que está no chão.

Já subiu as escadas para o meu quarto e já saltou para a minha cama... Esta gatinha não conhece o significado da palavra "repouso". Mas como é que se restringe um gato? Não a podemos prender com uma trela à perna da mesa da cozinha... É suposto ela ficar confortável. Portanto teremos de deixar que ela decida o que é melhor para ela, pelo menos nas questões que estão fora do nosso controlo.

Ainda não quis molestar a menina com fotos, e por isso é que este post fica só com texto, mas assim que ela estiver mais calma tiro-lhe umas quantas. Se possível, também tiro ao penso, para verem a extensão daquela coisa, e a gravidade da cirurgia a que ela teve de se sujeitar.

É uma velhota valente, a minha menina, e estou muito contente por ela ter voltado para casa.